5 Tipos essenciais de cinto de segurança para trabalho em altura

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Trabalhar em altura é estar exposto diariamente ao risco de queda. Limpar as janelas de um prédio, por exemplo, está entre as 10 profissões mais arriscadas do mundo. A NR35 veio para determinar as condições para um trabalho em altura seguro. Dentre essas condições, o cinto de segurança para trabalho em altura integra o sistema de proteção contra queda. Quer trabalhar em altura e continuar vivo no fim do expediente? Conheça os 5 tipos de cintos essenciais para o trabalho em altura.

EPI e trabalho em altura

A queda durante o trabalho em altura é a segunda principal causa de acidentes fatais no Brasil. Você sabia que esse cenário poderia ser muito diferente? Sim, acidentes são fatalidades. Mas desde 1978, o Ministério do Trabalho criou normas regulamentadoras para determinar as condições necessárias para que uma cultura de segurança no trabalho seja implementada em diversos segmentos econômicos.

Além de orientar empregadores e colaboradores em cada processo necessário para a segurança no trabalho, as NR´s têm caráter legal. Isso quer dizer que estar em conformidade com elas é obrigatório, estando sujeito a penalidades.
No trabalho em altura, a NR35 é responsável por determinar as condições seguras para a atividade em altura acima de 2 metros do solo. Do planejamento ao treinamento, a NR35 orienta as medidas de prevenção que antecipam os possíveis acidentes.

Os Equipamentos de Proteção Individuais são essenciais para um programa de prevenção de quedas. Quando não há mais outra alternativa para atenuar e eliminar o risco de queda, o EPI é a medida de prevenção que garante segurança no trabalho em altura.

Sistema de Proteção Contra Quedas (SPQ)

Pensar no trabalho em altura é lembrar de escadas, cordas, andaimes. Mas, o que garante estabilidade enquanto você está lá em cima trabalhando? Você sabia que existe um Sistema de Proteção Contra Quedas (SPQ)?
Ele é um conjunto de procedimentos e equipamentos que trabalham juntos para conter as consequências da queda no trabalho em altura.

É responsabilidade do empregador disponibilizar um planejamento técnico para as medidas de segurança no trabalho. A partir de uma Análise Preliminar de Risco é possível identificar os possíveis riscos da atividade que vai ser feita. “ Prevenir é melhor do que remediar”, não é mesmo?!

Os principais objetivo do SPQ são:

  • Controlar a queda;
  • Posicionar o trabalhador de forma segura para que ele trabalhe com as mãos livres;
  • Limitar os acessos do trabalhador a lugares onde existe risco de queda;
  • Permitir um deslocamento seguro com cordas.

Cinto de Segurança tipo Paraquedista

O Cinto de Segurança para trabalho em altura do tipo Paraquedista é um equipamento essencial no SPQ. O próprio nome já nos dá uma pista.
Semelhante ao equipamento que os paraquedistas usam, esse tipo de cinto funciona como um dispositivo preso ao corpo do trabalhador que detém a queda. Ele também pode sustentar o posicionamento, suspender, restringir e sustentar o trabalhador caso a queda aconteça.

Ele conecta o trabalhador a outros elementos como o trava quedas, por exemplo. Dessa forma, o trabalhador permanece conectado a um ponto de ancoragem seguro para fazer seu serviço. Ele distribui o impacto da queda de forma uniforme sobre todo o corpo do trabalhador.

O cinto de segurança tipo paraquedista pode ser usado em vários segmentos, como; construção civil, limpeza de edifícios, serviços de energia, resgates e afins.

Veja agora 5 tipos de cinto de segurança para trabalho em altura:

1 Cinto paraquedista com um ponto de conexão

Normalmente é usado em conjunto com o talabarte e o trava quedas. Ele possui apenas um ponto de conexão, por isso é possível usar apenas um dispositivo. É ideal para trabalhos fixos em altura.

Cinto paraquedista com um ponto de conexão

2 Cinto para espaço confinado

De acordo com a NR33, espaço confinado é qualquer área que não foi planejada para a ocupação humana, onde os meios de entrada e saída são limitados e a ventilação é insuficiente.

cinto espaço confinado

Pensando nessas condições, o cinto de segurança precisa permitir que o trabalhador saia do local com maior felicidade. Dessa forma, os cinturões com laços nos ombros são ideais para essa atividade. O trabalhador pode ser retirado do local de forma ereta, o que ajuda em saídas muito estreitas.

3 Cinto com ponto de conexão lateral

Esse tipo de cinto deve ser usado junto com o talabarte de posicionamento, dando mais conforto a lombar e deixando as mãos do trabalhador livre. Ele é um equipamento ideal para trabalhos que precisam de restrição de acesso ou posicionamento. Com um ponto de ancoragem lateral para posicionamento, também podem ser usados junto com cintos que não tem ajustes de cintura, por exemplo.

Cinto com ponto de conexão lateral

4 Cinto para acesso por cordas

Esse é o cinto ideal para quem vai realizar alguma atividade onde o acesso é feito por cordas que sustentarão o trabalhador. É muito usado no resgate de vítimas.

Cinto para acesso por cordas

 

5. Cinto para trabalho com solda

É um cinto preparado para o trabalho com solda. Esse modelo é produzido com fitas de aramida, por isso são resistentes aos respingos que são naturais nesses ambientes. É importante usá-lo também com os dispositivos de retenção de queda no mesmo material.

Cinto para trabalho com solda

Como escolher o cinto certo?

Em todos os casos, uma análise preliminar de risco é essencial para o planejamento do trabalho em altura. É ela que vai determinar que equipamento condiz com a atividade que será feita.

Escolher um EPI aleatoriamente, sem treinamento prévio, pode expor o trabalhador diretamente aos riscos. Sabe aquela máxima “ se não for ajudar, não atrapalhe”?! Pois é. Sem conhecimento e treinamento específico para uso de EPI no trabalho em altura você pode piorar a situação.

A Análise de Risco é feita antes de qualquer atividade por um profissional habilitado tecnicamente. Ela identifica os possíveis riscos, observando as condições do local, dos equipamentos e dos colaboradores envolvidos na atividade.

A partir disso, um planejamento de prevenção, correção, e reação às emergências, é feito e repassado a todos. Dentro desse planejamento, é estabelecido o EPI necessário para as especificidades do trabalho.

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